CCST: Defesa de Redes com Cisco ZBF - Segmentação LAN, DMZ e WAN

Guia comentado de política de tráfego, zone-pairs direcionais e validação por evidência

Por Fábio Linhares • Instituto Infnet

Introdução

Antes de partir para as respostas, vale entender o que este conjunto de questões realmente está testando. Ele não mede se você decorou comandos da Cisco; ele mede se você consegue pensar como alguém que projeta e opera um firewall de verdade em um ambiente segmentado, com política clara, critérios de sucesso e capacidade de explicar o porquê.

O primeiro desafio é mental, não técnico: transformar o cenário da TechSolutions, com rede administrativa, rede financeira, webserver público e internet, em uma arquitetura defensável. Isso exige separar o fluxo necessário do fluxo perigoso e formalizar essa diferença em política. Se você tentar sair configurando sem método, vai se perder; o caminho certo é matriz de fluxos, zonas, zone-pairs, políticas, testes e evidências.

O segundo desafio é dominar o modelo do ZBF. Ele não é uma ACL com nome bonito. O controle deixa de ser uma lista aplicada em interface e passa a ser regra entre zonas, em direções específicas. Se você não internalizar que zone-pair é direcional e que o padrão é negar, a tendência é gerar conectividade quebrada ou buraco de segurança.

O terceiro desafio é precisão com evidência. Você precisa escrever ACLs estendidas corretas, decidir quando inspecionar e quando só passar ou negar, e provar que a política funciona com testes positivos e negativos. Em defesa de redes, “funcionou aqui” não basta; evidência é mostrar qual fluxo, em qual direção, por qual regra e com qual resultado observável em contador, log ou saída.

O quarto desafio é governança. As questões não querem apenas que você faça funcionar; querem que você justifique tecnicamente por que DMZ existe, por que deny-by-default é boa prática e por que ZBF representa melhoria estratégica. Essa passagem do operador reativo para o profissional que projeta, prova e sustenta a postura de segurança é o núcleo do módulo.

Competências treinadas
  • Modelagem de arquitetura defensiva: separar LAN, DMZ e WAN para reduzir blast radius e evitar exposição acidental.
  • Tradução de requisito em política: converter frases do enunciado em regras explícitas, mínimas e verificáveis.
  • Alfabetização operacional em ZBF: dominar zonas, interfaces, zone-pairs, class-maps e policy-maps.
  • Precisão de controle: escrever ACLs corretas e usá-las como critério de correspondência quando fizer sentido.
  • Validação orientada a evidência: pensar em hipótese, teste e confirmação em vez de chute operacional.
  • Comunicação técnica defensável: explicar trade-offs, justificar escolhas e sustentar a decisão para outra pessoa revisar.

Em resumo, quem resolve bem este roteiro demonstra que já começou a sair do “só configura” para o “projeta, prova e sustenta”. A ferramenta pode mudar; esse raciocínio fica.

BASE
Método de resolução para firewall com ZBF
Objetivo: transformar requisito de negócio em política de tráfego comprovável.
Roteiro de estudo
  • Comece pela matriz de fluxos (origem, destino, serviço, ação).
  • Mapeie zonas (WAN, DMZ, ADMIN, FIN) e valide interfaces.
  • Crie zone-pairs por direção e aplique política com class-default restritiva.
  • Execute testes positivos e negativos e registre evidências em logs e contadores.
Critério de saída

Uma resposta madura explica causa e efeito: qual fluxo foi permitido, qual foi bloqueado, por qual regra e com qual evidência observável.

Glossário mínimo
  • Stateful vs stateless: stateful acompanha a sessão e libera o retorno válido; stateless decide pacote a pacote.
  • Zona: agrupamento lógico de interfaces com mesmo nível de confiança, como WAN, DMZ, ADMIN e FIN.
  • Zone-pair: relação direcional origem -> destino; sem ele, não existe tráfego interzona permitido.
  • Deny-by-default: tudo que não foi permitido explicitamente deve cair em bloqueio.
  • Intrazona: tráfego dentro da mesma zona; se você agrupa errado, pode abrir um buraco sem perceber.
  • Zone-to-self: política voltada ao próprio roteador, útil para controlar SSH, HTTPS, SNMP e outras superfícies de gestão.
EX.01
Modelos de firewall e escolha para o cenário
Selecionar uma arquitetura stateful por zonas para LAN, DMZ e WAN.
O que a questão pede

Comparar formas de implementar firewall e justificar o modelo mais adequado para a TechSolutions.

Conceito cobrado

ZBF no roteador Cisco organiza política por relações entre zonas e reduz erro operacional.

Estrutura dos dados

Entrada: requisitos de negócio e fluxos esperados.
Saída: desenho de zonas com política justificável.

Como pensar

Parta do risco: quem precisa falar com quem, em qual direção e por qual serviço. Depois escolha o mecanismo que melhor expressa essas relações com menor privilégio.

Como validar

Se o desenho final explicar claramente WAN, DMZ, ADMIN e FIN com regras direcionais, a escolha está tecnicamente sustentada.

Tabela de Evidência
  • Mapa de zonas definido com fronteiras claras.
  • Fluxos permitidos e bloqueados documentados por direção.
  • Justificativa de por que ZBF é superior à ACL isolada no cenário.
Variáveis-chave
  • zonas
  • fluxos
  • zone-pairs
  • deny-by-default
O que focar no Screenshot

No print, priorize o quadro com zonas e os fluxos permitidos por direção. Esse recorte já mostra se a arquitetura foi pensada com governança.

Como explicar

Explique em duas camadas: primeiro a necessidade de segmentação (risco), depois o mecanismo operacional (ZBF) que implementa essa segmentação com inspeção stateful.

Problema & Solução

Problema: Escolher tecnologia por hábito e não por requisito de fluxo. Solução: Começar pela matriz de tráfego e só então mapear zonas, zone-pairs e políticas.

# Matriz mínima de referência (conceitual)
WAN  -> DMZ   : HTTP (permitir)
WAN  -> LAN   : qualquer (bloquear)
ADMIN-> WAN   : HTTP/HTTPS (permitir)
FIN  -> WAN   : HTTP/HTTPS (permitir)
ADMIN<->FIN   : bloquear por padrão
EX.02
Proteção contra acesso indevido vindo da internet
Publicar apenas serviço necessário na DMZ sem expor a LAN.
O que a questão pede

Descrever como o firewall barra iniciação indevida da internet para redes internas.

Conceito cobrado

DMZ recebe o serviço público; LAN não deve aceitar sessão iniciada de fora.

Estrutura dos dados

Entrada: fluxo externo para web público.
Saída: permissão restrita ao webserver e bloqueio para LAN.

Como pensar

Separe o que é publicado (WAN->DMZ) do que é interno (WAN->LAN). O retorno de sessão deve ser permitido por estado, não por regra ampla.

Como validar

Teste positivo: site abre externamente. Teste negativo: tentativa externa para ADMIN/FIN falha.

Tabela de Evidência
  • Regra explícita WAN->DMZ para HTTP/HTTPS do servidor público.
  • Ausência de regra permissiva WAN->LAN.
  • Logs e contadores mostrando bloqueio de tentativas indevidas.
Variáveis-chave
  • WAN->DMZ
  • WAN->LAN
  • stateful return
O que focar no Screenshot

Mostre o teste externo bem-sucedido para o webserver e um teste falho para IP da LAN.

Como explicar

Defenda que o perímetro existe para publicar serviço específico, não para abrir rede interna.

Problema & Solução

Problema: Liberar any-any para "fazer funcionar rápido". Solução: Permissão mínima por serviço e destino explícito na DMZ.

zone-pair security ZP_WAN_DMZ source WAN destination DMZ
 service-policy type inspect PM_WAN_DMZ_HTTP

! Não criar permissão WAN->ADMIN nem WAN->FIN
EX.03
Design: segmentação, desempenho e posicionamento
Transformar requisito de negócio em política operável e sustentável.
O que a questão pede

Apontar decisões de design para equilibrar segurança e operação.

Conceito cobrado

Boa política nasce de matriz de fluxos, não de comandos isolados.

Estrutura dos dados

Entrada: topologia com LAN administrativa, LAN financeira, DMZ e internet.
Saída: desenho segmentado com critérios de inspeção e logs.

Como pensar

Defina primeiro fluxos obrigatórios, depois impacto de inspeção/log. Posicione o controle no perímetro e entre segmentos internos críticos.

Como validar

A solução deve mostrar quais fluxos passam, quais caem e como isso é comprovado com teste e contador.

Tabela de Evidência
  • Matriz de fluxos documentada antes da configuração.
  • Critério de inspeção apenas para tráfego relevante.
  • Plano de teste positivo/negativo por direção.
Variáveis-chave
  • matriz
  • latência
  • logging
  • zone-to-self
O que focar no Screenshot

Mostre tabela de fluxos e o resultado de ao menos dois testes (um permitido e um bloqueado).

Como explicar

Mostre que performance é consequência de política bem delimitada, não de abertura ampla.

Problema & Solução

Problema: Configurar sem priorizar fluxo e sem plano de teste. Solução: Executar ciclo: matriz -> política -> teste -> ajuste.

# Exemplo de matriz mínima
ADMIN -> WAN : tcp/80,443
FIN   -> WAN : tcp/80,443
WAN   -> DMZ : tcp/80 (web)
ADMIN -> FIN : drop
FIN   -> ADMIN : drop
EX.04
ACL tradicional vs ZBF
Justificar por que ZBF melhora manutenção e governança.
O que a questão pede

Comparar limitações de ACL tradicional frente ao modelo por zonas.

Conceito cobrado

ACL = filtro pontual; ZBF = política por relação entre domínios + direção + estado, com inspeção stateful.

Estrutura dos dados

Entrada: política com múltiplos segmentos.
Saída: comparação de auditabilidade e risco operacional.

Como pensar

Pergunte onde a regra vive e como comprovar o efeito. Em ZBF, a leitura por zone-pair reduz ambiguidade.

Como validar

Se você consegue explicar uma política por direção sem percorrer ACL espalhada, o desenho está mais governável.

Tabela de Evidência
  • Policy associada a zone-pair específico.
  • Retorno de sessão tratado por inspeção stateful.
  • Menor dependência de exceções em interfaces soltas.
Variáveis-chave
  • ACL
  • class-map
  • policy-map
  • zone-pair
O que focar no Screenshot

Mostre blocos de zone-pair e service-policy em vez de listas extensas distribuídas por interface.

Como explicar

Explique que governança melhora quando a política é lida por relação de negócio.

Problema & Solução

Problema: Acúmulo de ACL sem contexto de direção e sem visão global. Solução: Agrupar política por zonas e manter deny-by-default como base.

class-map type inspect match-any CM_WEB
 match protocol http
 match protocol https

policy-map type inspect PM_ADMIN_WAN
 class type inspect CM_WEB
  inspect
 class class-default
  drop log
EX.05
Controle LAN/DMZ/WAN com zonas
Explicitar cada relação permitida e reduzir superfície de ataque.
O que a questão pede

Mostrar como o modelo por zonas melhora o controle de tráfego.

Conceito cobrado

Relações explícitas por direção evitam permissões implícitas perigosas.

Estrutura dos dados

Entrada: fluxos de publicação e navegação.
Saída: políticas por par de zonas com mínimo privilégio.

Como pensar

Cada relação precisa de justificativa operacional. O que não está na matriz deve cair em bloqueio.

Como validar

Os zone-pairs existentes devem corresponder exatamente aos fluxos necessários.

Tabela de Evidência
  • Zone-pairs somente para fluxos autorizados.
  • CHECK de ausência de tráfego lateral indevido.
  • Regra de bloqueio padrão ativa.
Variáveis-chave
  • ADMIN
  • FIN
  • DMZ
  • WAN
O que focar no Screenshot

Priorize a lista de zone-pairs ativos e o resultado de comunicação entre zonas permitidas e proibidas.

Como explicar

Mostre que segmentar é limitar blast radius e facilitar auditoria.

Problema & Solução

Problema: Colocar redes de confiança distinta na mesma zona. Solução: Separar por contexto de risco e manter regras estritas entre elas.

zone security WAN
zone security DMZ
zone security ADMIN
zone security FIN
EX.06
Funcionamento do ZBF na prática
Entender sequência correta: classificar, decidir e aplicar.
O que a questão pede

Explicar papel de zonas, zone-pairs, class-maps e policy-maps.

Conceito cobrado

Sem zone-pair e service-policy na direção correta, tráfego interzona não passa.

Estrutura dos dados

Entrada: fluxo entre zonas.
Saída: política aplicada no local correto com comportamento previsível.

Como pensar

Associe cada etapa a uma pergunta: quem fala com quem, o que casa, e qual ação tomar.

Como validar

O crescimento de contadores por classe durante o teste confirma que a classificação está correta.

Tabela de Evidência
  • Class-map casa o tráfego esperado.
  • Policy-map define inspect/pass/drop com class-default restritiva.
  • Service-policy aplicada no zone-pair correto.
Variáveis-chave
  • class-map
  • policy-map
  • service-policy
  • class-default
O que focar no Screenshot

Mostre os contadores da política após gerar tráfego permitido e bloqueado.

Como explicar

Deixe claro que localização da policy importa tanto quanto o conteúdo da regra.

Problema & Solução

Problema: Aplicar a política na direção invertida. Solução: Revisar sempre origem->destino antes de anexar service-policy.

zone-pair security ZP_ADMIN_WAN source ADMIN destination WAN
service-policy type inspect PM_ADMIN_WAN
EX.07
ACL da LAN para web (HTTP/HTTPS)
Permitir só 80/443 para internet e negar o restante.
O que a questão pede

Construir ACL estendida final sem placeholders.

Conceito cobrado

Regra mínima explícita + deny final com log para rastreabilidade.

Estrutura dos dados

Entrada: rede LAN 192.168.10.0/24.
Saída: ACL estendida com duas permissões e bloqueio final.

Como pensar

Defina origem, destino e porta exata. Não deixe comportamento final implícito.

Como validar

HTTP/HTTPS devem funcionar; SSH/Telnet/Ping para internet devem falhar conforme política.

Tabela de Evidência
  • Matches nas linhas 80 e 443 da ACL.
  • Tentativas fora do escopo caindo no deny log.
  • Comportamento consistente em múltiplos testes.
Variáveis-chave
  • origem
  • porta
  • deny log
O que focar no Screenshot

Registre contadores da ACL após testes positivos e negativos.

Como explicar

Explique por que permitir pouco simplifica operação e reduz risco.

Problema & Solução

Problema: Esquecer deny final explícito ou usar máscara incorreta. Solução: Aplicar wildcard correta e negar o restante com log.

Nota de maturidade

Para o gabarito estrito, liberar apenas HTTP/HTTPS atende ao enunciado. Em navegação real por nome, normalmente também existe consulta DNS, então vale registrar essa nuance sem mudar a resposta principal. Regra prática de wildcard: uma rede /24 como 192.168.10.0/24 vira 0.0.0.255 na ACL Cisco.

ip access-list extended ACL_LAN_WEB_ONLY
permit tcp 192.168.10.0 0.0.0.255 any eq 80
permit tcp 192.168.10.0 0.0.0.255 any eq 443
deny   ip  192.168.10.0 0.0.0.255 any log
EX.08
Sem zone-pair não há trânsito entre zonas
Compreender bloqueio padrão entre zonas sem política aplicada.
O que a questão pede

Responder o que acontece entre LAN e WAN quando há zonas sem zone-pair.

Conceito cobrado

Criar zona não equivale a liberar tráfego interzona.

Estrutura dos dados

Entrada: interfaces associadas a zonas sem pares configurados.
Saída: tráfego interzona bloqueado por padrão.

Como pensar

Verifique se existe par de origem->destino e service-policy ativa. Sem isso, a expectativa correta é falha de conectividade.

Como validar

Teste de saída da LAN para WAN falha até a criação do zone-pair correspondente.

Tabela de Evidência
  • Ausência de zone-pair para o fluxo testado.
  • Falha reproduzível no teste de conectividade.
  • Sucesso após criação do par e policy.
Variáveis-chave
  • zone
  • zone-pair
  • direção
O que focar no Screenshot

Mostre o before/after com e sem zone-pair para o mesmo fluxo.

Como explicar

Diga explicitamente: política em ZBF é opt-in por direção.

Problema & Solução

Problema: Assumir que associar interface à zona já libera tráfego. Solução: Sempre criar zone-pair com política para cada fluxo permitido.

# Sem zone-pair ADMIN->WAN
# Resultado esperado: tráfego ADMIN para WAN bloqueado

# Após criar zone-pair + policy
# Resultado esperado: fluxo permitido passa
EX.09
Publicar HTTP da DMZ sem expor LAN
Permitir acesso externo ao webserver mantendo LAN isolada.
O que a questão pede

Definir regras WAN->DMZ para HTTP e bloquear WAN->LAN.

Conceito cobrado

DMZ é zona de publicação controlada; LAN permanece não publicável.

Estrutura dos dados

Entrada: serviço web na DMZ.
Saída: acesso externo ao site e bloqueio para redes internas.

Como pensar

Permita o mínimo necessário para o destino correto e trate retorno por estado.

Como validar

Acesso externo ao webserver funciona; varredura para ADMIN/FIN não encontra serviço permitido.

Tabela de Evidência
  • Zone-pair WAN->DMZ com classe HTTP.
  • Sem política permissiva WAN->ADMIN/FIN.
  • Teste real confirmando diferença de comportamento.
Variáveis-chave
  • DMZ host
  • HTTP
  • WAN->LAN drop
O que focar no Screenshot

Use um teste externo para o IP da DMZ e outro para IP de LAN no mesmo relatório.

Como explicar

Aponte que publicar serviço não é publicar rede inteira.

Problema & Solução

Problema: Liberar DMZ ampla e criar pivot para a LAN. Solução: Restringir por serviço e destino e bloquear lateralização.

class-map type inspect match-any CM_HTTP_DMZ
 match protocol http

policy-map type inspect PM_WAN_DMZ
 class type inspect CM_HTTP_DMZ
  inspect
 class class-default
  drop log
EX.10
Bloquear acesso direto ADMIN para FIN
Reduzir movimento lateral entre segmentos internos.
O que a questão pede

Impedir tráfego administrativo direto para rede financeira.

Conceito cobrado

Segmentação interna vale tanto quanto perímetro para conter impacto.

Estrutura dos dados

Entrada: zonas ADMIN e FIN distintas.
Saída: bloqueio explícito de tráfego entre elas, salvo exceções justificadas.

Como pensar

Trate ADMIN->FIN e FIN->ADMIN separadamente; cada direção precisa de decisão.

Como validar

Tentativas de conexão entre segmentos devem falhar segundo a política definida.

Tabela de Evidência
  • Zone-pairs internos com ação de drop.
  • Teste de porta/serviço entre segmentos falhando.
  • Ausência de exceções não documentadas.
Variáveis-chave
  • ADMIN->FIN
  • FIN->ADMIN
  • lateral movement
O que focar no Screenshot

Capture tentativa de acesso de ADMIN para FIN e resultado bloqueado.

Como explicar

Justifique em termos de containment e princípio do menor privilégio.

Problema & Solução

Problema: Confiar demais na rede interna e manter segmentos abertos. Solução: Bloquear por padrão e liberar apenas exceções auditáveis.

policy-map type inspect PM_ADMIN_FIN
 class class-default
  drop log

zone-pair security ZP_ADMIN_FIN source ADMIN destination FIN
 service-policy type inspect PM_ADMIN_FIN
EX.11
Risco de interface na zona errada
Evitar buraco de segurança ou quebra de conectividade por classificação incorreta.
O que a questão pede

Explicar efeitos de associar interface a zona indevida.

Conceito cobrado

Erro de zona altera totalmente o modelo de confiança e as políticas aplicáveis.

Estrutura dos dados

Entrada: interface mapeada para zona incorreta.
Saída: comportamento inesperado de bloqueio ou exposição.

Como pensar

Quando o tráfego se comporta estranho, valide primeiro mapeamento interface->zona antes de revisar regras.

Como validar

Após corrigir a associação da interface, o tráfego deve voltar ao comportamento previsto pela matriz.

Tabela de Evidência
  • Mapa interface/zone conferido em running-config.
  • Desvio reproduzível antes da correção.
  • Comportamento normalizado após ajuste de zona.
Variáveis-chave
  • zone-member
  • interface
  • trust boundary
O que focar no Screenshot

Mostre o trecho de configuração da interface e o teste que evidencia a diferença antes/depois.

Como explicar

Destaque que zone assignment é pré-requisito da política, não detalhe opcional.

Problema & Solução

Problema: Depurar ACL/policy sem conferir zona da interface. Solução: Verificar mapeamento de zonas como primeira etapa de troubleshooting.

interface g0/2
 description LAN_ADMIN
 zone-member security ADMIN

interface g0/3
 description LAN_FIN
 zone-member security FIN
EX.12
Por que deny-by-default é obrigatório
Garantir que apenas fluxos explicitamente necessários existam.
O que a questão pede

Justificar o bloqueio padrão como prática de segurança sustentável.

Conceito cobrado

Menor privilégio reduz superfície e evita permissões esquecidas.

Estrutura dos dados

Entrada: conjunto de fluxos autorizados pela matriz.
Saída: tudo fora da matriz deve cair em bloqueio.

Como pensar

Assuma bloqueio como estado base e trate cada permissão como exceção justificada.

Como validar

Fluxos não autorizados devem falhar de forma consistente sem necessidade de regra específica de negação para cada um.

Tabela de Evidência
  • class-default com drop/log nas policies relevantes.
  • Teste de fluxo não previsto sendo bloqueado.
  • Documentação de exceções realmente necessárias.
Variáveis-chave
  • class-default
  • drop
  • least privilege
O que focar no Screenshot

Evidencie class-default drop e um teste de tráfego não previsto bloqueado.

Como explicar

Mostre que segurança operável depende de exceções controladas, não de permissões amplas.

Problema & Solução

Problema: Permitir por padrão e tentar negar depois. Solução: Inverter a lógica: negar por padrão e liberar só o necessário.

policy-map type inspect PM_FIN_WAN
class type inspect CM_WEB
 inspect
class class-default
 drop log
EX.13
Riscos de projetar sem matriz de fluxos
Evitar combinações de regra que quebram serviço ou abrem brecha.
O que a questão pede

Listar impactos de implementar firewall sem análise prévia de política e tráfego.

Conceito cobrado

Sem matriz, troubleshooting vira tentativa e erro e segurança perde rastreabilidade.

Estrutura dos dados

Entrada: cenário sem requisitos de fluxo formalizados.
Saída: risco de indisponibilidade e exposição simultâneos.

Como pensar

Todo fluxo deve ter dono, justificativa e teste. Sem isso, qualquer mudança vira risco sistêmico.

Como validar

A presença de matriz + plano de teste deve reduzir retrabalho e reduzir exceções improvisadas.

Tabela de Evidência
  • Matriz ausente gera regra inconsistente.
  • Testes sem critério não isolam causa raiz.
  • Documentação pobre dificulta manutenção e auditoria.
Variáveis-chave
  • requisito
  • fluxo
  • teste
  • rollback
O que focar no Screenshot

Apresente matriz de fluxo e checklist de validação para comprovar método.

Como explicar

Mostre que firewall sem modelo é simultaneamente frágil para operação e segurança.

Problema & Solução

Problema: Configurar primeiro e descobrir requisito depois. Solução: Formalizar fluxo antes de tocar na configuração.

# Modelo mínimo de governança
1) Matriz de fluxos
2) Política proposta
3) Teste positivo e negativo
4) Evidência de resultado
5) Plano de rollback
EX.14
ZBF como melhoria estratégica na TechSolutions
Amarrar segurança, manutenção e auditabilidade em uma política única.
O que a questão pede

Concluir por que ZBF representa evolução estratégica para a empresa.

Conceito cobrado

ZBF transforma regra dispersa em política legível por domínio de rede e direção.

Estrutura dos dados

Entrada: ambiente segmentado com necessidade de governança contínua.
Saída: arquitetura defensável e auditável no tempo.

Como pensar

Não avalie só se “funcionou hoje”; avalie se outra pessoa consegue manter e auditar amanhã.

Como validar

Uma política madura permite explicar rapidamente quem fala com quem, por qual regra e com qual evidência.

Tabela de Evidência
  • Políticas agrupadas por relações de negócio.
  • Segmentação que reduz blast radius.
  • Facilidade de auditoria com logs e contadores por zone-pair.
Variáveis-chave
  • governança
  • auditabilidade
  • sustentabilidade operacional
O que focar no Screenshot

Mostre visão consolidada dos zone-pairs e resultados de teste por relação crítica.

Como explicar

Conclua que o ganho estratégico está na previsibilidade operacional e não apenas na sintaxe do firewall.

Problema & Solução

Problema: Manter colcha de retalhos de ACL difícil de revisar. Solução: Adotar política por zonas com ciclo contínuo de validação por evidência.

# Resumo executivo
- Segmentação explícita LAN/DMZ/WAN
- Menor privilégio com deny-by-default
- Inspeção stateful para retorno de sessão
- Evidência por contadores e logs por zone-pair
CHECK
Fechamento técnico do módulo
Objetivo: consolidar decisões de segurança e evidência operacional.
Checklist de domínio
  • Consegue explicar o fluxo permitido por direção sem ambiguidades.
  • Consegue justificar cada zone-pair com requisito de negócio.
  • Consegue provar bloqueios e permissões com evidência de teste.
  • Consegue manter deny-by-default sem quebrar fluxos necessários.
  • Consegue revisar políticas sem depender de tentativa e erro.